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Tendinite

Imagem meramente ilustrativa (Banco de imagens: Shutterstock)

A tendinite é uma inflamação que acomete os tendões e está diretamente associada à realização de movimentos repetidos

Caracterizada pela inflamação ou lesão do tendão, a tendinite é uma síndrome dolorosa que está diretamente associada à realização de movimentos repetidos. De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), o problema afeta uma em cada 100 pessoas. Trata-se, portanto, de um problema bastante comum entre a população geral.

Embora a palavra tendinite signifique uma inflamação nos tendões, este é um termo que tem sido considerado inadequado para designar o problema. Isso porque há muitos casos crônicos de lesão no tendão em que não há necessariamente uma inflamação presente, mas o paciente apresenta as dores e demais sintomas típicos da alteração — que pode ser melhor denominada como tendinose ou tendinopatia.

Por conta da popularização do termo e para facilitar o entendimento da condição, entretanto, este artigo tratará as palavras tendinite, tendinose e tendinopatia como sinônimos.

O que é um tendão e como ele pode ser lesionado?

Os tendões são cordões fibrosos que tem a função de unir um músculo ao osso, contribuindo para a movimentação do corpo. O organismo humano tem mais de 4 mil tendões, e cada um deles pode desenvolver a tendinite — o que explica a alta incidência da doença entre a população mundial. Por causa dos hábitos de vida modernos, entretanto, os tendões mais comumente afetados são os dos punhos e braços, muito usados no manuseio do computador e celular.

Os tendões são responsáveis por transmitir a força muscular aos ossos, e é graças a eles que é possível movimentar mãos, pernas, ombros e qualquer outra região do corpo. Para que isso ocorra, entretanto, eles são constantemente submetidos a tração e estresses mecânicos — que, quando ocorrem de forma intensa ou repetida, podem causar lesões, degeneração e fissuras.

A tendinite normalmente se desenvolve quando o tendão sofre lesões excessivas e repetidas, sem um tempo de descanso para que a estrutura possa se curar adequadamente. Conforme o organismo envelhece e o tendão vai se tornando menos elástico, as chances de lesão são aumentadas.

Quais as causas da tendinite?

Conforme foi explicado, é natural que os tendões percam a elasticidade conforme o organismo envelhece. A principal causa da tendinite é a lesão por esforço repetitivo, que acontece quando uma pessoa utiliza muito uma determinada parte do corpo. Por conta disso, muitas vezes as tendinopatias são classificadas como doenças ocupacionais, justificando o afastamento das atividades laborais.

Alguns exercícios físicos também podem favorecer o desenvolvimento do problema, dependendo da intensidade e da forma como a prática é executada. Outros fatores de risco que podem potencializar as chances de um indivíduo ter tendinite são:

  • Falta de alongamento muscular;
  • Doenças como diabetes e artrite reumatoide;
  • Postura inadequada;
  • Estresse excessivo;
  • Doenças autoimunes;
  • Prática esportiva ou atividade ocupacional que demanda esforço repetitivo e esforço vigoroso.

Tanto o quadro clínico quanto os sintomas apresentados variam conforme o tipo de tendão afetado e as características do paciente, devendo ser sempre acompanhados por um profissional especializado.

Sintomas da tendinite

O principal sintoma da tendinite é a dor, que geralmente se torna pior quando o tendão acometido é utilizado. Quando a alteração afeta tendões superficiais, como os das mãos e pés, é possível observar um inchaço localizado e até mesmo espessamento palpável. Outros sintomas que podem apontar para a presença da doença são:

  • Dificuldade de movimentar os membros afetados;
  • Prejuízo à coordenação motora fina, que se caracteriza pela precisão e delicadeza;
  • Espasmos musculares;
  • Dificuldade para carregar peso e perda de força muscular;
  • Inchaço no local da dor, que pode ser acompanhado por calor e vermelhidão da região;
  • Dor que irradia para outras partes do corpo, além da que está sendo afetada.

Os sintomas podem ser mais ou menos intensos e, dependendo do tendão afetado, pode haver sinais específicos. A tendinite no quadril, por exemplo, pode fazer com que o paciente tenha dificuldade para caminhar ou ficar deitado de lado. Quando o problema acomete o joelho, por outro lado, é possível que o paciente tenha dificuldade para realizar movimentos de dobrar e esticar as pernas.

Diagnóstico e tipos de tendinopatia

Em alguns casos, a tendinite pode ser diagnosticada apenas com exame físico, análise do estilo de vida e histórico médico do paciente. Quando há dúvidas em relação ao quadro, podem ser solicitados exames de imagem como ultrassonografia e ressonância magnética para confirmar a alteração.

Em geral, todas as áreas do corpo onde há tendões estão sujeitas a desenvolver tendinite, embora algumas regiões certamente estejam mais suscetíveis ao problema. Os pulsos e mãos são os mais frequentemente atingidos pela alteração, uma vez que atualmente o uso de computadores é bastante intenso. Os ombros também são bastante afetados, e geralmente são um reflexo da tendinopatia dos pulsos.

Como é o tratamento da inflamação de tendões?

A indicação do tratamento para tendinite deve ser sempre feita por um ortopedista ou reumatologista, uma vez que a metodologia terapêutica mais adequada depende diretamente do local afetado, da intensidade dos sintomas e das complicações relacionadas ao caso. A automedicação deve ser evitada pelo paciente, pois ela pode mascarar o problema e fazer com que o indivíduo demore mais para iniciar um acompanhamento adequado.

Embora o principal objetivo do tratamento seja promover qualidade de vida ao paciente com tendinite, o primeiro passo do acompanhamento especializado consiste na identificação da causa do problema. Posições incorretas na hora de trabalhar ou executar um exercício físico, por exemplo, são causas corrigíveis e que podem contribuir diretamente para a redução da carga sobre o tendão afetado.

Além disso, pode ser recomendado repouso durante o período de recuperação, fisioterapia e uso de medicamentos para controle da dor e redução da inflamação. O processo de reabilitação pode ser demorado, e deve ser sempre acompanhado por um especialista. Isso porque o uso dos medicamentos, embora bastante eficiente, jamais deve ser prolongado — pois, há riscos de efeitos colaterais e redução dos benefícios.

As técnicas de infiltração, que consistem na aplicação de injeções medicamentosas, também podem ser indicadas. Este tipo de abordagem ajuda a aliviar os sintomas nas fases mais críticas da tendinite, mas deve ser sempre executada com indicação médica e acompanhamento regular. Entre em contato e agende uma consulta com o Dr. Rafael Azzem para saber mais!


Fontes:

MD Saúde;

Sociedade Brasileira de Reumatologia;

Rede D’Or São Luiz.