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Infiltração no joelho

Imagem meramente ilustrativa (Banco de imagens: Shutterstock)

A infiltração no joelho é um procedimento que pode ajudar no controle da dor, impedir a progressão de doenças degenerativas e auxiliar no diagnóstico da origem de sintomas ortopédicos

A infiltração no joelho é um tratamento minimamente invasivo que consiste na aplicação de medicamentos diretamente na articulação, com o intuito de controlar quadros de dor, inflamações e lesões. A técnica deve ser indicada e executada por um médico ortopedista, que investiga as melhores abordagens terapêuticas para cada caso, bem como a substância mais adequada para o paciente.

O objetivo da infiltração no joelho é tratar uma doença ortopédica diretamente no local onde ocorre uma lesão ou inflamação, sendo um procedimento indicado, principalmente, nos casos mais graves ou quando o paciente não apresentou melhora com outros tratamentos. As injeções também podem ser aplicadas em outras articulações do corpo, como ombro, quadril e mãos.

Como é feita a infiltração no joelho?

A infiltração no joelho é feita a partir da aplicação de uma injeção contendo medicamentos específicos para corrigir alterações articulares ou diminuir a dor local. Trata-se de um procedimento relativamente simples e que não demanda ambiente hospitalar, mas deve ser realizado por um ortopedista experiente e utilizando materiais adequadamente selecionados e esterilizados.

O procedimento completo dura cerca de 5 minutos, e pode envolver a aplicação de uma anestesia local antes da injeção. Dependendo do caso, pode ser solicitado que o paciente realize previamente um exame de radiografia ou ressonância magnética para determinar exatamente o local em que deve ser realizada a infiltração no joelho.

Este é um tratamento bastante eficiente e que tem como principais vantagens:

  • Baixo risco de complicações;
  • Efeitos colaterais mínimos;
  • Ação rápida no controle da dor;
  • Procedimento rápido e pouco invasivo, garantindo recuperação ágil do paciente.

Quais são os medicamentos utilizados?

Diferentes tipos de medicamento podem ser utilizados pelo especialista, dependendo do quadro apresentado pelo paciente. Anestésicos, corticoides e ácido hialurônico estão entre os principais fármacos indicados neste tipo de procedimento. Entenda o que são cada um deles a seguir:

Anestésicos

Indicados para casos de dor severa ou crônica, o procedimento é capaz de reduzir instantaneamente a dor, embora seu efeito seja passageiro. Por conta deste efeito imediato, a infiltração no joelho com uso de anestésicos também pode ser utilizada para confirmar a origem da dor, ajudando a definir o melhor tratamento para o caso. Nesse sentido, a infiltração com anestésicos também pode ser eficiente para pacientes que precisarão passar por uma cirurgia, ajudando no planejamento da intervenção.

Corticoides

Os corticoides são potentes anti-inflamatórios que podem ser aplicados sozinhos ou em conjunto com uma substância anestésica. Esses medicamentos são indicados para tratar casos de dor e inflamação no joelho, mas demandam atenção à periodicidade de administração: o procedimento geralmente demanda 3 meses de pausa entre uma aplicação e outra, pois o uso excessivo de corticoides pode ser prejudicial ao organismo e oferecer efeitos colaterais.

Ácido hialurônico

O líquido sinovial das articulações possui, entre outras coisas, ácido hialurônico em sua composição. Quando uma pessoa apresenta algum tipo de doença degenerativa nos joelhos, como artrose, a quantidade desta substância é reduzida — o que causa a maioria dos sintomas de dor e inflamação na região.

A infiltração no joelho com ácido hialurônico é chamada de viscosuplementação, e é capaz de criar uma película protetora que ajuda a proteger a articulação afetada e retardar o avanço da doença, além de controlar a dor. O tratamento neste caso não apresenta efeitos imediatos, podendo ser necessárias aplicações semanais para um melhor resultado. Os resultados, entretanto, são mais duradouros e podem permanecer por meses.

Quando o tratamento é indicado?

Existem diversas situações em que a infiltração no joelho pode ser indicada, tratando dores crônicas, lesões esportivas e doenças degenerativas como reumatismo, artrose e artrite reumatoide. O tratamento também é recomendado em casos de lesões na cartilagem articular, condromalácia da patela e processos inflamatórios que acometem a região.

É importante lembrar que a infiltração é uma terapia auxiliar, funcionando de maneira complementar às outras formas de tratamento — como fisioterapia e prática de exercícios físicos que promovem fortalecimento. Os medicamentos utilizados na metodologia são escolhidos de acordo com o objetivo do tratamento, bem como sintomas e características apresentadas pelo paciente.

Recuperação e efeitos colaterais

No momento do procedimento de infiltração no joelho, o paciente pode sentir um pouco de dor e incômodo — mas ambos são suportáveis. É esperado que o local tratado apresente um pouco de inchaço e fique dolorido, sendo recomendado que o paciente fique de repouso nos primeiros dias, até que o medicamento faça efeito. As atividades físicas devem esperar cerca de 2 semanas para serem retomadas.

O risco de que o paciente apresente efeitos colaterais associados ao tratamento é muito baixo, especialmente quando a infiltração é executada por um profissional experiente e com conhecimento específico neste tipo de abordagem. Entretanto, há chances de infecção e de uma alteração chamada sinovite reacional (inflamação da membrana sinovial), ambas facilmente controláveis.

Contraindicações

A infiltração no joelho é um procedimento seguro e eficiente para aliviar dores crônicas e impedir a progressão de doenças degenerativas. Entretanto, não é recomendado para todos os pacientes e casos. Indivíduos com diabetes, por exemplo, precisam tomar mais cuidado ao se submeter às injeções com corticoides, uma vez que esses fármacos tendem a alterar bastante a glicemia do organismo.

Também requerem atenção os casos em que o paciente é alérgico a corticoides, usa medicamentos contínuos ou de ação anticoagulante. Essas situações devem ser discutidas previamente com o ortopedista para avaliar se este é realmente o tratamento mais adequado para o caso e quais benefícios podem ser alcançados. Mulheres que estão grávidas ou amamentando também são contraindicadas a realizar o procedimento.

Atletas também precisam de atenção redobrada, uma vez que alguns dos medicamentos usados para fazer a infiltração no joelho podem ser detectados nos exames de sangue (doping) e muitos deles estão na lista de substâncias proibidas em competições profissionais. Cada caso, portanto, deve ser avaliado de maneira individualizada e sempre respeitando as particularidades do indivíduo.

Para saber mais a respeito da infiltração no joelho, tirar suas dúvidas sobre o tratamento e descobrir se ele pode ser aplicado no seu caso, entre em contato e agende uma consulta com o Dr. Rafael Azzem.


Fontes:

Revista Brasileira de Ortopedia;

Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia.